Às vezes, eu acho que a gente faz as coisas sem saber o porquê, meio no automático. Por exemplo, pense comigo: por que que em todo feriado prolongado a gente vai para a praia?
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Tá, você vai me responder que é porque você quase nunca tem um prazo livre mais longo, que você tem um dia para dirigir até lá, outros para descansar e outro para pegar a estrada de volta. Daí, você se cansa menos. Que tem mais tempo para curtir. Ok... mas eu ainda não estou convencida. Em especial para nós que ficamos aqui, em São Paulo, na capital. Gente, presta atenção! TODO MUNDO vai para a praia no feriado! Eras geológicas no trânsito! Filas na padaria! Falta água!! A praia lotada, só se vê os guarda-sóis! Sem contar o preço das coisas – alta temporada é mais caro. |
A gente não descansa muito mais se for em um fim de semana normal? Não pega trânsito, os lugares ficam vazios, a praia mais limpa, as coisas mais baratas. Fica-se menos tempo, porém com mais qualidade.
Não estou questionando se você deve ir à praia no feriado ou não. Cada um faz o que sente que é melhor para si. O que eu me pergunto é se este movimento não vem de um automatismo, de uma mania, de uma crença coletiva.
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Daí, eu me pergunto se não tomamos determinadas atitudes porque existe um conceito pré-estabelecido de que a coisa deve ser assim. Moldes e formatos pré-criados, que seguimos sem saber o porquê. No vai-da-valsa, no vácuo. Sem experimentar outras alternativas. O perigo dessa hipnose é a auto-anulação. Até que ponto estamos satisfeitos com o que fazemos? Até que ponto nossa vida é realmente prazerosa? Até que ponto nossa alma está totalmente satisfeita com nossas atividades diárias? |
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Seguimos nossas vocações? Nossa verdadeira aptidão? Era esse o trabalho que você queria? Ou se trata penas de pagar as contas no fim do mês? E... para quê exatamente você paga estas contas?
Ainda vou falar bastante sobre isso. Até que ponto somos fiéis a nós mesmos? Até que ponto acreditamos na vida e que estamos aqui para satisfazer nosso espírito, seguir nossa vocação? Até que ponto nos anulamos para nos adequar?
Se o sistema atende você, siga-o. Mas se lá no fundo estiver vazio, vire a mesa. Rasgue o diploma, mude de profissão, torne-se um hippie, venda artesanato, cante, dance, divirta-se.
Banque a mudança – o Universo ajuda.








