E lá vamos nós. Cheios de idéias, de sonhos e expectativas. Trabalhando duro para conseguir aquilo que queremos. E começa desde cedo: o Maternal, o Jardim, o Pré I e o Pré II. Daí, saímos alfabetizados (ou quase) e fecha-se o primeiro ciclo. A meta fora atingida. E começava tudo de novo.
Veio a Primeira Série (no meu tempo, era esse o nome). E era diferente. Cada um com uma carteira, com uma toalha plástica xadrez vermelha e branca, com barra de sianinha (cara, eu tô ficando velha...rs). Os livros encapados com o mesmo padrão. Uniforme novo, amigos novos. Escola nova.
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Não era mais aquela mesa quadrada, com um aluno em cada lado. Era uma carteira só para cada um. E era daquelas que pareciam bancos de praça. A mesa da pessoa de trás era emendada na cadeira da pessoa da frente. Primeiro exercício para aprender que compartilhamos o mundo. Se você puxava a mesa, trazia o colega. Se ele puxava a cadeira, você era afastado de seus cadernos. |
Era um reinício a partir do final de um ciclo. E se passaram quatro anos e novo começo na Quinta Série - escola nova, de novo. Outra egrégora, outra energia. Outros costumes. Mudanças no corpo, possibilidades se abrindo, novos acessos.
Na Oitava Série fechava-se este ciclo. Ultrapassada a linha de chegada, estávamos nós no tal do Colegial. Outros três anos de pura adrenalina. Agora sim, mundo ainda mais novo. Outras matérias para conhecer. Outras portas de conhecimento se abrindo, novos desafios. Fim do ciclo com o Vestibular.
E vem a faculdade, a graduação. Gente, existe vida após a graduação, acredite! Que época não? E depois o resto, Mestrado, Doutorado para quem continua, emprego, mudança de casa, mudança de vida.
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E aí? Como vivemos cada fase de nossas vidas? Passamos por elas ou elas passam por nós? E quando passam, como lidamos com a mudança? Aceitamos a mudança? De verdade? Viver no Agora. Dentro da fase em que se está. Esse é o segredo. Viver no Agora significa não ter expectativas diante do futuro. O que se traduz, especialmente, em não ter medo do futuro. |
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O medo do futuro faz com que tomemos decisões erradas no Agora, estragando o momento presente. Deixar de seguir o que sentimos, em função do medo da opinião alheia logo alí na frente, faz com que nos encolhamos, nos afastemos de nossa essência. Cria doenças físicas.
Na contrapartida da expectativa, existem aqueles que não aceitam a mudança de jeito nenhum. Apego. Apego a uma situação, na maioria das vezes por medo de enfrentar os próprios medos. Uma falsa segurança em uma situação conhecida, sob nosso pretenso controle. Controle? Nós? Jamais. Desde quando podemos controlar as coisas? Desde quando temos competência para lidar com todas as variáveis das nossas equações? Desde quando o elemento surpresa não atua? Existem surpresas ruins e boas também.
E ela está lá, naquele emprego, desde o último degelo das calotas polares, que engoliram os tigres dente-de-sabre. Não larga o osso. Conhece cada detalhe dos processos de seu departamento - seu mote é: "Para quê mudar? Sempre foi assim...". E se você chega com uma proposta de melhoria, aff... ela aperta os olhos, olha para você como se você fosse um nadinha e ridiculariza sua idéia.
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Medo - medo da mudança, da perda da segurança. Medo de perder o emprego. Medo do que os outros vão falar se ela, depois de dois mil anos naquela empresa de grande porte - que fatura milhões de dólares por ano - for demitida... Já pensou? O quê ela vai dizer para a vizinha gorda? E todo mundo que ela esnobou nos últimos séculos só porque ela tinha um empreguinho meia-boca na tal da empresa de grande porte? |
Agora mudemos de ângulo: o quanto essa pessoa se anulou para se submeter a essa situação? O quão afastada de si mesma ela está? Quão sozinha ela está? E solidão não é estar sozinho no mundo. É estar longe de si.
A mudança se faz necessária. Aceitar as mudanças é aceitar o Agora na plenitude de si mesmo. Aprender com os eventos, para que não seja necessário que eles se repitam. Cada etapa traz um aprendizado, uma linha de chegada. Ou seja, um novo início. Um recomeço, com outros desafios. Parar em um ponto para quê? O caminho é o grande barato de estar vivo...









