Curiosa a idéia de opostos. O branco e o preto, o quente e o frio, a luz e a sombra, o grande e o pequeno, o perto e o longe. Três coisas merecem ser observadas aí. A primeira é a necessidade da oposição; a segunda sua qualidade e a terceira, seu caráter.
Vivemos em um mundo bipolar para conhecimento e aprendizado dos pontos extremos. Se não tivermos contato com cada um dos limites, não podemos ter a noção exata de seu significado. Se não conhecemos o quente e a luz, não podemos distingui-los do frio e da sombra. O mundo ainda é táctil. A sensação é uma das fontes de conhecimento, por isso a bipolaridade.
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Boa parte dos opostos se resumo ao binário existência-ausência. A sombra é só ausência da luz. O frio é só ausência de calor – você não sente frio, sabia? O que você sente é a perda de calor pelo corpo – sua blusa de lã não a esquenta, apenas impede que você perca calor para o ambiente. Por fim, o caráter da oposição envolve a subjetividade: o quanto é claro/escuro, grande/pequeno, longe/perto para você. Cada um tem uma régua diferente. |
Aonde quero chegar? No seu sistema de crenças... de novo! E vou direto ao ponto: você acredita no Mal? Acredita que o Mal é uma espécie de entidade que pode atacar e prejudicar você?
O Mal é só ausência de Bem. É um espaço vazio. Ou seja, não existe.
Pronto! Agora quebrou tudo! É, meu! O Mal não existe! O que existe é a crença nele, embasada no desconhecimento. E na idéia de vítima...
É... na idéia de vítima! Vamos por partes: se o Mal está lá fora e é mais forte do que eu, então, a qualquer momento, pode me causar algum transtorno. E eu, pobre vítima, nada posso fazer. Não posso tomar as rédeas da situação e mudar minha vida. Daí, fico assim, parada. Confortável, não?
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Por outro lado, se o Mal é só ausência de Bem, coloque o Bem lá e mude tudo. Tome posse de você. Como? É fácil! Se você perceber que faz parte do Todo, vai entender que é feita de Bem. Se você é feita de Bem, só merece o melhor, não é verdade? Tem a tal da Lei da Atração, em que semelhante atrai semelhante. Se você vibrar o Bem, vai atrair o quê? |
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Xiiii... esqueci... Você não merece o melhor porque ainda não é aquela pessoa com aquelas características todas que você imaginou que deveria ter? Bom, aí fica difícil mesmo... se você ainda for esperar ser aquela pessoa maravilhosa, fantástica e surreal que você imaginou para só então se permitir alguma coisa, realmente complica...
Você quer crescer, melhorar, expandir-se, conhecer coisas novas? Ótimo! Vá mesmo! Vá para o Nepal, para o Gabão, aprenda outra língua, pratique um esporte diferente, pinte o cabelo! Vá mesmo! Mas o fato de você ainda não ter feito essas coisas não invalida o que você é AGORA.
Até hoje você se esforçou para ser alguém legal! E conseguiu – será que você sabe disso? Até quando vai ficar valorizando a parte vazia do copo?
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Valorizar-se na medida certa é importante. Você é o que deu para ser, afinal você já passou por tanta coisa, né? Nem bom, nem ruim (segundo critérios mentais de avaliação) – você é o que é. Única e exclusiva! E ponto final! Uma oportunidade de expressão do Universo. A partir do momento que você se aceita, o mundo aceita você e o Bem reverbera. |
E quando esse tipo de coisa acontece, a bipolaridade não é mais necessária e, então, desaparece. Ela só serve como veículo de aprendizagem; é um sistema didático, nada mais. Tudo retorna ao Todo, como Um. É o tal do Caminho do Meio, o tal do Tao.









