Mas... o que é, exatamente, o Tarot?

Não se sabe ao certo a origem do Tarot. Como em muitos outros mistérios, historiadores, escritores e ocultistas inventaram varias "origens históricas", influenciados por suas opiniões pessoais. Sabe-se, porém, que baralhos místicos com cartas numeradas existiam na Índia e no Oriente desde a Antiguidade. É provável que tenham sido introduzidos na Europa pelos Cavaleiros Templários durante e após as Cruzadas na Terra Santa. Existe a informação de que povos ciganos trouxeram o Tarot do Oriente para a Europa durante a Idade Média. Outras fontes indicam que os primeiros baralhos de Tarot apareceram na Europa no início do século XIV.

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Antoine Court de Gebelin - padre ocultista franco maçom e lingüista - acreditava no significado místico do Tarot. Segundo ele, os Arcanos Maiores faziam parte de um antigo livro egípcio, ou seja, um conjunto de tábuas com escrita mística, talvez remanescente do Livro de Thot (Deus Egípcio dos mistérios e magia). Gebelin acreditava que estas tábuas misteriosas foram trazidas para a Europa por “magos” viajantes (padres que seguiam a antiga religião persa de Zoroatrianismo) no início da Era Medieval e que foram escondidas ou perdidas. Ele inventou seu próprio baralho usando 77 cartas mais O Louco, perfazendo 78.

Mesmo a origem da palavra Tarot ainda é desconhecida. Algumas fontes sugerem que se trata de um derivativo do nome de Thot, deus egípcio da magia. Outros acreditam que sua origem tem a ver com a palavra hebraica Torah - a Lei Judaica. Alguns autores acreditam que possa ser o anagrama de “rota” palavra latina para “roda”.

O século XIX viu o ressurgimento do interesse pelo o oculto, pela magia e pelo misticismo esotérico. Durante este período, o Tarot se expandiu da Europa para a América do Norte e para outras partes do mundo. O comportamento social do final do século XIX originou uma distinção entre a adivinhação e a previsão, que continua até hoje. Aparentemente, a adivinhação era para uma elite intelectual séria, que visava o conhecimento. Já as previsões - ler a sorte - eram consideradas como um modo barato de ganhar dinheiro, captando uma clientela essencialmente feminina pertencente à classe social inferior.

Mas o que exatamente é o Tarot? Trata-se de um conjunto de 78 cartas, também chamados de Arcanos, palavra originária do Latim Arcanum, que significa algo que encerra mistério, que está oculto, secreto. Estas, por sua vez se dividem em 22 Arcanos Maiores, os quais representam experiências humanas universais arquetípicas, e 56 Arcanos Menores, que atuam como os desdobramentos destas experiências num plano mais concreto e prático de nossas vidas diárias.

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É muito interessante notar como o Tarot consegue, através de representações simbólicas, reunir de forma simplificada figuras da simbologia universal. Não devemos esquecer que o Tarot pertence ao imaginário e remonta à uma antiga tradição oral, podendo ser jogado por qualquer pessoa, em qualquer época, em qualquer lugar. O mais importante quando se lê o Tarot é conhecer profundamente as representações simbólicas de cada carta, e saber interligá-las. Não existem regras pré-definidas para isso, mas sim a sensibilidade e a capacidade de perceber o Outro.

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Outra questão importante reside na atitude do tarólogo frente ao consulente. Por ser uma ferramenta sutil, com ampla capacidade de aconselhamento, é interessante que sejam demonstradas alternativas para que ele mesmo descubra os reais motivos causadores de seus questionamentos. Além disso, perspectivas para resolução de seus problemas são muito mais interessantes do que orientações diretas, do tipo "separe-se de seu namorado" ou "saia deste emprego". O objetivo último do Tarot é o autoconhecimento.

Vários baralhos foram apresentados, entre eles o Tarot de Marseille, o Mitológico e Le Normand, demonstrando as várias concepções artísticas possíveis para os respectivos arcanos/arquétipos. Ao final da palestra, foi realizada uma "degustação" da técnica, com a tiragem de uma carta para cada um dos participantes, na expectativa de apontar um ângulo de visão favorável a cada questionamento.

 

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Bela Chazan iniciou-se na Astrologia na Escola Regulus, tendo estudado “Medicina Astrológica” com o Dr. Sergio Mortari. Desde o ano 2000, interessa-se pelo Tarot, tendo se dedicado a ele de modo profissional. Assim, a Astrologia serve como uma ferramenta a mais em suas consultas. Em 2008, estudou o baralho Le Normand com Geraldo Spacassassi, também utilizado em seu trabalho. Possui conhecimentos de Tarot Egípcio, mas identifica-se com o baralho Rider Waite. Para agendar uma consulta, escreva para bellazan@uol.com.br

 

 

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