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Que o cérebro e o Sistema Nervoso Periférico interagem não é novidade, em especial para aquele que já suou na frente de um auditório ao tentar lembrar suas falas em uma peça ou apresentação. Este exemplo indica o modo pelo qual a experiência emocional pode afetar tanto a função do Sistema Nervoso Periférico – através da inervação simpática das glândulas sudoríparas – quanto a do Sistema Nervoso Central – fuga da memória. Neste artigo, o autor ilustra a relação entre a Psicofisiologia e a Neurociência citando trabalhos publicados, pincelando alguns métodos experimentais utilizados pela primeira no entendimento do modo pelo qual a mente, o cérebro e o corpo funcionam, bem como sua interação. |
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Uma questão de grande interesse tanto para a Neurociência Cognitiva, quanto para a Psicofisiologia e para a Psicologia é o processamento inconsciente da informação. Um exemplo é o excelente padrão de resposta a estímulos visuais por pessoas com problemas de visão (cegueira cortical). Medidas fisiológicas como a condutância da pele e o fluxo sanguíneo na amígdala (interna ao cérebro) indicam o processamento normal mesmo sem a consciência do evento, demonstrando a natureza dissociável da resposta emocional e a sensibilização consciente.
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Outros pesquisadores investigaram o modo pelo qual o cérebro e a periferia trabalham juntos durante a experiência integral da emoção. Neste trabalho, os voluntários assistiam a vários filmes, com cenas prazerosas, desagradáveis e neutras. Durante a apresentação do estímulo, a atividade cerebral e a resposta fisiológica periférica eram registradas, bem como a descrição subjetiva da emoção. Os vários padrões demostravam a representação dos estados emocionais no cérebro. |
A Música exerce efeitos profundos sobre as respostas emocionais. Pode alterar nossa resposta fisiológica bem como nosso estado emocional. A pesquisa em Neurociência Cognitiva da Emoção já demonstrou que substratos neurais diferentes são gerados a partir da emoção criada pelo estímulo musical quando comparados àqueles criados a partir da vivência de outras situações. Curiosamente, pacientes com dano na região do córtex pré-frontal ventromedial não apresentam respostas de condutância da pele em resposta à música, mesmo ao se emocionarem com ela.
O cérebro é normalmente capaz de integrar nossas experiências afetivas. Qualquer dano nas áreas cerebrais necessárias a esta integração resulta em uma experiência emocional incompleta.
Outra questão de interesse destas áreas da Ciência é a Meditação e o modo pelo qual os praticantes desenvolvem a habilidade de instrospectar suas funções corpóreas. Em um dos artigos citados pelo autor, os pesquisadores sugerem que a prática da meditação Vipassana é efetiva na redução da atividade emocional e cognitiva gerada em função de estímulos externos de distração, o que, obviamente, é uma das metas fundamentais desta prática.
Temos muito a conhecer e a aprender com estas áreas da Ciência.
- T.W. Buchanan, D. Tranel, Central and peripheral nervous system interactions: From mind to brain to body, International Journal of Psychophysiology, 72, 2009, 1-4.








