Plantas Medicinais de Minas Gerais

A Organização Mundial da Saúde estima que 80% da população mundial confia na medicina tradicional - remédios a base de plantas, quer seja caseiros ou preparados por um curandeiro, são amplamente utilizados no tratamento de várias desordens. Porém, as farmacopéias locais necessitam de revisão constante, dada às elevadas taxas de destruição do ecossistema e de perda do conhecimento sobre produtos a base de plantas. A área estudada localiza-se no cerrado, envolvendo cerca de 2 milhões de quilômetros quadrados, cobrindo parte dos estados de Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, São Paulo, Paraná, Maranhão e Piauí.

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A medicina tradicional mineira reconhece vários tipos de curadores, cada qual com uma maneira diferente de preparar seus remédios. Existem os garrafeiros, que maceram suas plantas em álcool ou em cachaça; raizeiros, que utilizam raízes em suas preparações e benzedeiros ou curandeiros, que curam com benzimentos e algumas plantas. As preparações normalmente envolvem infusões, cocções e maceramentos. Inflamações, problemas digestivos e renais parecem ser as queixas mais comuns na região. A seguir, breve listagem botânica - os métodos de preparo foram omitidos.

Observação: O portal Espargírica não indica o uso de quaisquer ervas. Apenas ilustra o trabalho científico publicado.

Nome Comum
Família
Nome Científico
Correlação Observada
Cajú
ANACARDIACEAE
Anacardium humile
diabetes e reumatismo
Fruta do conde
ANNONACEAE
Annona senegalensis
piolhos
Mangaba
APOCYNACEAE
Hancornia speciosa
feridas e pressão alta
Amorana ou Jalapa Roxa
APOCYNACEAE
Mandevilla velutina
reumatismo
Oficial-de-Sala
ASCLEPIADACEAE
Asclepius curassavica
carrapatos, purgante, vomitório, sudorífero, vermífugo, antipirético
Ciganinha
BIGNONIACEAE
Arrabidaea plutyphylla
epilepsia
Urucum
BIXACEAE
Bixa orellana
repelente de insetos, laxante, combate a bronquite
Pequí
CARYOCARACEAE
Caryocar brasiliensis
infecções bronco-pulmonares
Erva-de-Santa-Maria
CHENOPODIACEAE
Chenopodium ambrosioides
vermífugo, estimulante respiratório
Alecrim
COMPOSITAE
Baccharis dracunculifolia
combate insetos e carrapatos, antirreumático, antipirético
Carqueja
COMPOSITAE
Baccharis trimera
problemas hepáticos,estomacais e renais; anti-inflamatório
Quebra-Pedra
EUPHORBIACEAE
Phyllanthus niruri
doenças renais, diabetes
Pata-de-Vaca
LEGUMINOSAE
Bauhinia forficata
diurético, anti-diabético e purgativo
João-da-Costa ou Cipó-Prata
LEGUMINOSAE
Cassiu lutistipulu
diurético
Capoeraba
LEGUMINOSAE
Clitoris guyanensis
fortificante e estimulante sexual, cistite e uretrite
Jatobá
LEGUMINOSAE
Hymenaea stigonocarpa
úlcera estomacal
Barbatimão
LEGUMINOSAE
Stryphnodendron adstringens
anti-inflamatório, gastrite e garganta sêca, cicatrizante, combate e diarréia
Babosa
LILIACEAE
Aloe vera
vermicida, antipirético, desordens hepáticas, cólicas
Gabiroba
MYRTACEAE
Campomanesia rufa
feridas e cortes
Linhaça-do-Campo
PHYTOLACCACEAE
Microtea paniculata
dores estomacais
Vassourinha/Tapixaba
SCROPHULARIACEAE
Scoparia dulcis
expectorante
Fumo
SOLANACEAE
Nicotiana tabacum
repelente de insetos

 


O Espargírica respeita a Lei 9610/98, Lei do Direito Autoral, referenciando a fonte completa da informação:
  • G.S. Hirschmann, A.R. de Arias, A Survey of Medicinal Plants of Minas Gerais, Brazil, Journal of Ethnopharmacology, 29, 1990, 159-172.

 

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