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A Medicina Convencional – também chamada de ocidental, moderna, principal, ortodoxa ou alopata – é definida como aquela praticada por profissionais de grau acadêmico, que tratam sintomas e doenças utilizando remédios, radiação ou cirurgia. Já a Complementar é colocada como um grupo de diversos outros sistemas, práticas e produtos. |
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Nos EUA, esta divisão surgiu na metade do século XIX, com o surgimento de setores alternativos competindo com a Medicina convencional. Baseando suas práticas em teorias de saúde e cura intencionalmente diferentes do padrão corrente, os praticantes destas modalidades ofereciam “terapias mais seguras ou naturais”, enfatizando aspectos emocionais e espirituais da saúde. Isso criou muito interesse e, naquele século, estes praticantes competiam por pacientes, patrocínio e prestígio.
No século XX, a aplicação de métodos científicos na Medicina convencional tornou-se importante, já que era possível realizar várias descobertas sobre o corpo humano e sobre mecanismos e agentes patológicos, bem como desenvolver vacinas, tratamentos e técnicas de diagnóstico. Este sucesso restabeleceu a dominância da Medicina convencional, já que esta foi capaz de melhorar a saúde, reduzir a morbidez em função de doenças infecciosas e aumentar a expectativa de vida.
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Apesar do pequeno número de evidências científicas conclusivas dos benefícios das terapias complementares, o interesse público sobre elas tem crescido desde a década de 70. Paradoxalmente, o aumento da procura por este tipo de terapia se deu justamente pelo sucesso conseguido pela Medicina tradicional: os pacientes passaram a esperar que ela fosse capaz de resolver qualquer problema de saúde e, quando isto não acontecia, voltavam-se para a complementar. |
Outros fatores que intensificam este movimento são: a insatisfação com a impessoalidade na relação médico-paciente; disponibilidade de informação sobre técnicas complementares; ideologias e movimentos contra-culturais; percepção de melhor entendimento das técnicas e abordagem sistêmica/holística.
Em função deste cenário, em 1992, os EUA criaram o Escritório de Medicina Alternativa, subordinado ao Instituto Nacional de Saúde. Em 1998, o Escritório transformou-se no Centro Nacional para Medicina Complementar e Alternativa, um instituto independente que visa à pesquisa científica para avaliação desta Medicina, suas práticas e seus produtos.
Muitas mudanças políticas são necessárias para garantir que seus resultados de pesquisa sejam utilizados para oferecer aos pacientes o melhor atendimento possível à saúde, facilitando a integração de terapias seguras e eficazes à Medicina convencional. Para tanto, o Centro deve patrocinar apenas estudos que utilizem metodologias rigorosas. Além disso, deve garantir a qualidade dos suplementos alimentares e utilizar os resultados de suas pesquisas para aperfeiçoar as práticas não-ortodoxas, abolindo o uso de tratamentos ineficazes e inseguros. Um primeiro – e importante - passo para Medicina Integrativa.
- M. Kantor, The Role of Rigorous Scientific Evaluation in the Use and Practice of Complementary and Alternative Medicine, Jornal of the American College of Radiology, 6(4), 2009, 254-262.
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